Desbanque se puder
Published by Bernardo on Quarta-feira, 27 de Junho de 2007 às 01:24
Estava pensando com meus botões aqui e uma teoria interessante apareceu. Não é sustentada por nenhum fato, mas ainda assim vocês vão ter que provar que eu estou errado. Ok? Vamos lá.
A região nordeste do país tem nove estados. Se houvessem historicamente apenas 3 estados na região, mantendo a mesma área e população totais, hoje o PIB do Brasil seria no mínimo 30% maior, crescendo a taxas substancialmente mais altas.
Isso se explica simplesmente pela diminuição do overhead administrativo histórico (décadas de dinheiro jogados no ralo para manter a máquina administrativa de nove estados ao invés de três), e não só em um nível regional como também em um nível nacional (câmara e senado). Não se esqueçam que o senado tem 3 senadores por estado independente de qualquer outro fator.
Quando se pensa que a região Sul tem nove senadores enquanto o Nordeste tem vinte e sete, bem, só pode haver algo errado aí. Especialmente quando se considera que o PIB per capita do Nordeste é tipo um terço do Sul.
Bem esta é a minha teoria. Não tenho dados para suportá-la. Mas ainda assim desafio-os a desbancá-la.
Olha, podemos adotar o que a teoria que a corrente da Nova Geografia brasileira prega que é baseada na genial frase proferida pelo atleta Edmundo, vulgo "Animal" - "Viemos aqui pra paraíba, jogar contra um time da paraíba e colocam um paraíba pra apitar".
Só para constar, o jogo era em Fortaleza, o time era o América de Natal e o juiz era de Recife.
Tendo isso como mantra, a Nova Geografia brasileira prega uma nova divisão do Norte/Nordeste:
- A região começaria em Curvelo e terminaria em Roraima
- De Curvelo até a margem sul do Rio São Francisco, teriamos a Bahia.
- Da magem norte do velho chico até Belem, teriamos a Paraiba.
- O Ceará, seria o Ceará.
- De Belem até Roraima poderiamos chamar de Selva, Mato ou até mesmo Chico Mendes, o que deixaria os chatos felizes e poupariamos um monte de praças, viadutos, tuneis e campos de futebol desse constrangimento
Bernardo, acompanho o seu blog há algum tempo, e só hj resolvi comentar. Não sei pq só hj, mas talvez tenha ficado encucado com essa sua afirmação. É realmente um pensamento bem fundamentado, mesmo que só em teoria.
Porém, acredito que 30% seja exagero. A região administrativa teria um "espaço" maior para administrar, sendo que o Nordeste não tem um acesso tão fácil como as regiões do sudeste, sul e até mesmo o centro-oeste. Sendo assim, iriam existir MUITO mais "vilas", cidadezinhas e povoados desconhecidos para os governantes. O controle ia se perder um pouco, bem mais do que está perdido hoje, e assim a região não iria produzir tanto assim. Por isso digo que 30% é um exagero. Mas a sua idéia é composta de lógica sim, e já foi estimulada em outras épocas e países. A Itália foi um país, por exemplo, que diminuiu seus estados para poupar recursos. Mas olha o tamanho da Itália...
rss...
O Brasil tem muitos gastos com o "controle" nacional. Gastos exagerados. E diminuir o número de estados seria até uma boa, mas é apenas utopia. Ninguém quer deixar de ser pernambucano, ou cearense, etc, etc, etc...
Abraços!
A tal "teoria" embute uma colossal ignorância sobre as particularidades regionais em um país continental como o Brasil.
Nada mais distante da realidade piauiense, por exemplo, do que a pernambucana, a maranhense ou a baiana.
A teoria em questão parece comungar do mesmo simplismo que faz, nos folhetins eletrônicos globais, todos os personagens nordestinos falarem o mesmo sotaque.
É uma visão estereotipada e, portanto, preconceituosa. Coisa de sudestino.