
Daqui.
Read the [bleeping] manual. Weblog de Bernardo Carvalho. No ar desde 2001.
Um delírio lulista
BRASÍLIA - Lula discursou ontem na ONU. A relevância dessa cerimônia é nula. Exceto para os acólitos e familiares presenteados com um passeio por Nova York.
A fala lulista incluiu a já conhecida ladainha sobre reforma do Conselho de Segurança e combate à fome. O brasileiro também esteve prestes a classificar o capitalismo brasileiro como melhor do que o norte-americano -usando o discurso juvenil segundo o qual tudo se resolve com política.
Até aí, está no preço. Lula é Lula. Só uma afirmação perdida no texto presidencial continha uma dose extra de panglossianismo. Ao regozijar-se pela situação econômica, disse que tudo se deu com o "fortalecimento da democracia, com intensa participação popular".
Identificar "intensa participação popular" no Brasil é uma licença poética. É ínfimo o envolvimento dos brasileiros na construção de instituições mais fortes e sólidas.
Para ficar num exemplo, a conexão dos cidadãos com os partidos políticos é inexistente, abúlica -aliás, todas as siglas são apenas ações entre amigos, ou grupo de amigos rachados, como o PSDB paulista.
Os petistas vão reclamar. O PT é um "partido popular", dirão. Faz até prévias em algumas disputas. É verdade, embora com inserção marginal na sociedade.
Eis um dado concreto. Lula se reelegeu em 2006 com 58,2 milhões de votos. Declarou ter recebido dinheiro de 1.624 doadores. Neste ano, nos EUA, o democrata Barack Obama já registrou 2,2 milhões de doadores individuais. O republicano John McCain contabiliza 730 mil contribuintes. Tudo na democracia de mercado com os palpiteiros criticados por Lula.
O petista talvez se encante com a classe média viajando para Miami ou comprando bugiganga chinesa nos camelôs. Esses, certamente aprovam Lula. Mas não têm nada a ver com "participação popular".
Retorno dos demitidos por Collor está próximo
De Luciano Pires:
O governo federal resolveu acertar as contas com o passado e está decidido a quitar uma dívida histórica com o funcionalismo. Até o fim deste ano, todos os demitidos durante o governo Collor terão a chance de voltar ao trabalho. A Comissão Especial Interministerial (CEI), responsável pela análise dos pedidos de anistia, passou por modificações estruturais, ganhou novos integrantes e melhorou sua produtividade.
Até hoje, 14 mil servidores bateram à porta da comissão. Na CEI, de janeiro a junho deste ano, 3.175 pedidos foram analisados. Restam 11,4 mil. O número total de desligamentos feitos no início da década de 1990, no entanto, é desconhecido. Associações de ex-servidores e sindicatos acreditam que entre 25 mil e 40 mil pessoas deixaram a administração pública naquele período.
O trabalho é minucioso. Em salas cedidas dentro do edifício-sede do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), um grupo de técnicos, estagiários e advogados se debruça sobre fragmentos da vida profissional de milhares de brasileiros que tiveram de entregar o crachá e esvaziar as gavetas. Com o aval da comissão, e dependendo da necessidade e do orçamento, os órgãos podem convocar os servidores a qualquer momento.

Estimado Bernardo:
Gracias por haber colocado el documental que hice en tu blog. Espero que las personas que lo vean entiendan el fondo del mismo: como engañar a tantos por tan pocos.
Lo mismo hizo Hitler a través de grandes cineastas como Leni Riefensthal para demostar que el nazismo y su partido eran algo patriotico y alegre... y ya sabes lo que pasó. En esa epoca ponían a judios en peliculas de propaganda mostrandolos alegres trabajando.... y luego se los llevaban a los campos de concentracion.
La BBC no quiso responder a los señalamientos de forma directa. Se hizo una denuncia de invasion a la privacidad y tratamiento injusto de las personas que aparecen en la escena de los vecinos viendo una charla de seguridad a una entidad administrativa que hoy en dia se llama Ofcom. Allí , al menos, la BBC reconoce que fue responsable del contenido editorial de la pelicula aun cuando en foros publicos dijo que solo tenia los derechos de transmision.
Si hay alguna duda o pregunta sobre "radiografia.." la contestaré a través de Ud.
Saludos desde Venezuela
Wolfgang Schalk

Grand Theft Auto IV só poderá ser vendido para maiores de 18 anos no Brasil
Grand Theft Auto IV, ou simplesmente GTA IV, o quarto episódio da polêmica série da Rockstar, só poderá ser vendido para maiores de 18 anos no Brasil. A informação foi dada nesta terça-feira (06/05), pela NC Games - distribuidora do jogo no País - na apresentação do título, que chega às lojas no próximo dia 12.
Segundo Marcos Ladeira, diretor de Marketing da empresa, a medida em relação a GTA IV foi uma ação preventiva adotada pela NC, para evitar problemas como os que aconteceram com Bully, outro jogo da Rockstar, que teve sua venda proibida no Brasil pela Justiça. Considerado uma versão “juvenil” de GTA, o jogo traz um estudante que precisa usar de métodos violentos para conseguir o respeito em sua escola. Segundo um laudo da Sociedade de Psicologia do Estado do Rio Grande do Sul, o título teria um efeito nocivo em adolescentes e adultos.
Anúncio 16/04/2008
Subject: Registro COM.BR para pessoas fisicas
Prezado(a) Usuário(a),
COM.BR com CPF
Por decisão do CGI.br, o domínio COM.BR, destinado a atividades
comerciais genéricas na Internet, também poderá ser registrado sob um
CPF. Ou seja, pessoas naturais com atividades comerciais e afins
poderão registrar domínios COM.BR.
Esta modificação terá efeito a partir do dia 01/05/2008.
Inicialmente, somente o domínio COM.BR estará disponível nesta nova
categoria, genérica, que permite registro tanto com CNPJ quanto com
CPF. Lembramos que, para manter a transparência do registro de
domínios .br, pessoas físicas responsáveis por domínios COM.BR estarão
sujeitas aos mesmos procedimentos das entidades cadastradas
previamente.
Contest is void in Brazil, Cuba, Iran, Iraq, North Korea, Puerto Rico, Province of Quebec (Canada), Sudan, Syria, Union of Myanmar, and where prohibited by law.
O concurso não é válido no Brasil, em uma ditadura comunista, em uma ditadura teocrática, em outra ditadura comunista, em uma possessão semi-autônoma, em uma província separatista, em uma ditadura cleptocrática de inspirações teocráticas, em uma ditadura ba'athista, em uma ditadura militar e onde mais for proibido por lei.

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou o pagamento de R$ 11,7 milhões em indenizações a 20 jornalistas que sofreram perseguições políticas durante o regime militar (1964-1985). Fundadores do semanário "O Pasquim", em 1969, Ziraldo e Jaguar (Sérgio Jaguaribe) receberão os maiores valores. Jaguar receberá R$ 1.027.383,29 e Ziraldo, R$ 1.000.253,24. Terão direito ainda a vencimentos mensais até a morte de R$ 4.375,88.
Ziraldo, que estava na sessão, disse que não aceita críticas por ter buscado reparação pelas perseguições que sofreu dos governos militares, como três prisões, demissões e fechamentos de jornais e revistas que fundou ou em que trabalhou. Segundo ele, quem contesta seu direito à anistia e à indenização é "cagão" e nunca "botou na seringa". "Minha aposentadoria é de R$ 1.200. Essa indenização será a minha aposentadoria. Fiquei emocionadíssimo. O Brasil me deve essa indenização."
"Para o banco de dados do Planalto: em 1952, a Alemanha negociou um acordo com o governo de Israel e se comprometeu a pagar 3 bilhões de marcos (US$ 5,8 bilhões em dinheiro de hoje) como reparação pelo que o nazismo fez aos judeus.O Bolsa Ditadura já custou à Viúva US$ 1,5 bilhão."
No encontro que teve no dia 19 de março com o presidente da Comissão Européia (o braço executivo da União Européia), Durão Barroso, Lula deixou clara a sua torcida pela vitória de John McCain na eleição de novembro nos EUA. O "amor" de Lula pelos republicanos é mais do que interessado: ele os considera menos protecionistas que os democratas.
Brasil optou por ser um país capitalista moderno, diz Lula
Lula enfatizou a necessidade de atenção à recessão dos EUA, ressaltando que o sistema financeiro do Brasil não está envolvido na crise do financiamento ao mercado imobiliário.
"Subprime porque é lá. Se fosse aqui no Brasil, seria caloteiro mesmo".
Lula contou ter telefonado duas vezes para George W. Bush, porque soube, por meio do primeiro-ministro britânico, que o presidente norte-americano estava chateado com o discurso duro em relação aos EUA.
"Eu disse para o Bush: o problema é o seguinte meu filho, nós ficamos 26 anos sem crescer, agora você vem atrapalhar? Resolve a sua crise", disse o presidente brasileiro, ao relatar a conversa com Bush.
Volta e meia alguém no governo vem com aquela história de transformar a cidade ou Estado X ou Y num “pólo de desenvolvimento tecnológico”, porque o futuro dos empregos está na economia do conhecimento, terceira onda, blablablá Whiskas Sachê etc. Concordamos, mas antes seria interessante resolver alguns pequenos detalhes estruturais, como por exemplo o descontrole total da criminalidade:O SMS2blog, sistema criado para os brasileiros atualizarem o Twitter através de mensagens de celular com custo nacional, está indisponível.
O desenvolvedor do sistema, Luis Leão, foi roubado neste domingo e o aparelho que hospedava o serviço foi levado.
Infelizmente não há previsões para o retorno do sistema, tendo em vista o tamanho do investimento. [TwitterBrasil]
Issu é Braziu! O sujeito vai lá, usa seu conhecimento técnico para criar por conta própria um serviço necessário, vencendo dificuldades técnicas, apenas para ter seu equipamento roubado. Antes de querer entrar na Era Digital, talvez fosse uma boa tentar sair da Idade Média social.
Menino pede R$ 1 para Rice em Salvador
SALVADOR - Um menino conseguiu driblar os agentes das Polícias Federais brasileira e norte-americana, além de policiais militares, e pedir R$ 1 para a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, nesta sexta-feira, 14, durante o passeio dela por Salvador (BA). Rice não entendeu o pedido, mas o assédio das equipes de segurança fizeram o garoto fugir correndo.
Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968
DAQUI A OITO dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)
Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.
A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.
O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.
A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.
Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa. Tudo isso antes do AI-5.
Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.
Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que re- vê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)
Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.

É por essas e por outras que eu acho que a imprensa Brasileira tem muito a aprender quando se trata de cobrir política.